Dívida dos estados e ICMS sobre comércio eletrônico devem ser votados após eleições - Agência Senado
30/09/2014
Duas propostas de repercussão do pacto federativo – a redução dos
encargos das dívidas estaduais e municipais e a repartição do ICMS do
comércio eletrônico – poderão ser decididas após as eleições do próximo
dia 5. A previsão foi feita pelo vice-presidente da Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), senador Luiz Henrique (PMDB-SC), em entrevista ao
Portal de Notícias do Senado.
Segundo o parlamentar, há o entendimento para que, no momento em que o Senado votar a redução dos encargos (PLC 99/2013),
a Câmara dos Deputados decida sobre a proposta de emenda à Constituição
que reparte entre os estados de origem e de destino o ICMS da compra de
produtos e serviços pela internet (PEC 103/2011).
O projeto sobre a dívida foi aprovado pela Câmara e enviado ao Senado
no ano passado. No Plenário, recebeu três emendas do senador Randolfe
Rodrigues (PSOL-AP), o que provocou seu retorno às comissões de Assuntos
Econômicos (CAE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Relator da matéria nas duas comissões, Luiz Henrique apresentou votos
pela rejeição das emendas, acatados pelos dois colegiados. Agora, o
texto, como veio da Câmara, está pronto para ser incluído na ordem do
dia do Plenário.
O projeto foi apresentado pelo Executivo e começou a tramitar na
Câmara no início de 2013. O texto original prevê a troca do indexador
das dívidas, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna
(IGP-DI), pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
mais juros anuais de 4%.
A proposta também fixa como limite para a cobrança de encargos a taxa
Selic. Sempre que a soma dos encargos ultrapassar a taxa básica de
juros, a própria Selic será usada como indexador.
A Câmara aprovou essa fórmula, mas alterou o projeto para prever
descontos nos estoques das dívidas, equivalentes à diferença entre o
saldo devedor existente em 1º de janeiro de 2013 e aquele apurado com a
aplicação da variação acumulada da taxa Selic desde a assinatura dos
respectivos contratos.
Já a PEC que reparte entre os estados de origem e de destino o ICMS
sobre as transações do comércio eletrônico foi aprovada pelo Senado e
encaminhada à Câmara em 9 de julho de 2012. Lá, a proposta (que tramita como PEC 197/2012)
recebeu pareceres favoráveis da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania (CCJC) e de comissão especial, mas aguarda votação no
Plenário desde abril de 2014.
A previsão é de que pelo menos três propostas sobre o pacto
federativo sejam votadas ainda este ano. A terceira é a que oferece uma
possível saída para a guerra fiscal (PLS 130/2014). Esse projeto deverá ser votado pela CAE no próximo dia 7.
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