ÁREA RESTRITA    
Login    Senha   
Página Incial
Técnicos Tributários participam de assembleia conjunta dos servidores públicos
Em coletiva de imprensa, Afocefe apresenta proposta para Estado superar acrise
Afocefe apresenta ao presidente da Assembleia Legislativa estudo que aponta saída para crise
NEWSLETTER
Assine a newsletter do AFOCEFE Sindicato e receba notícias por
e-mail:
Nome:
E-mail:
Destaques

Pirataria na era da TV digital

Giovani Henrique

12/08/2005
O problema pode explodir caso não se tomem medidas adequadas. Existe hoje no Brasil uma discussão aguda sobre a pirataria. Recente levantamento do Ministério da Justiça mostra que o País deixa de arrecadar R$ 84 bilhões e criar cerca de dois milhões de empregos ao ano com a falsificação de produtos e o contrabando. Os alvos são variados, mas os que mais particularmente padecem com essa indústria do crime são as companhias fonográficas e de audiovisual. Quem é que nunca deparou com barracas de camelôs vendendo filmes piratas ou CDs de músicas de artistas brasileiros? No caso de imagens, o problema pode explodir caso não se tomem medidas adequadas. E isso por causa da iminente adoção da TV digital no País. Como se sabe, o governo brasileiro terá até o final desse ano material suficiente para decidir qual modelo de TV escolher: o norte-americano, o europeu, o japonês ou um quarto, ainda em gestação, com características nacionais. Qualquer que seja o desfecho da escolha desse negócio bilionário, que promete mexer com toda a indústria de comunicação global, o fato é que não há hoje no Brasil instrumentos adequados para proteção de conteúdo em transmissões de TV digital. O problema é grave, envolve vários interesses e pode colocar em xeque o emprego de muitos brasileiros. Imagine que, instaurado o sistema de TV digital, os consumidores receberão em suas casas um sinal de altíssima qualidade. Esse mesmo sinal, uma vez capturado com tecnologia até certo ponto simples, pode perfeitamente ser redistribuído de maneira ilegal, um prato cheio para os piratas. É como se, em um exercício de futurologia, a TV digital no Brasil exibisse, por exemplo, o novo filme da saga Star Wars. Uma vez disparado o sinal, nada impediria que um hacker o capturasse em seu computador a fim de transformá-lo em DVD, editasse ou mesmo disponibilizasse o conteúdo ilegalmente na internet. O cenário acima pode parecer longínquo demais, mas não é. Falamos aqui de uma pirataria sofisticada, de qualidade e incontrolável caso não sejam adotadas medidas para coibi-la. Na indústria de software, porém, já existem mecanismos sofisticados de proteção de conteúdo e uso de criptografia para impedir o problema. A Universidade Mackenzie, selecionada pelo governo brasileiro para desenvolver padrões de transmissão digital no Brasil, desenvolve pesquisas cuja promessa é aniquilar desde o início essa possibilidade de pirataria desgovernada. Seu laboratório está agora equipado com o Irdeto PIsys para TV digital, um produto que credencia a instituição a testar e comprovar soluções para proteção de conteúdo em vários tipos de redes de transmissão, inclusive cabo digital, Multi-Channel Multi-Point Distribution System (MMDS), satélite e IPTV. Entre outras vantagens, a solução permite aos operadores de rede de média a larga escala protegerem conteúdo e gerenciarem direitos para milhões de assinantes. Além disso, configurar, manter e monitorar suas operações de forma fácil e rápida. A chamada tecnologia de proteção de conteúdo, ainda pouco disseminada no Brasil, serve não somente para TV digital, mas também para IPTV (sistema que utiliza protocolo IP na web) e telefonia celular. O conceito é permitir que operadores de rede de média e larga escala protejam conteúdo e gerenciem direitos para milhões de assinantes. Falamos aqui de um sistema que possibilita ainda configurar, manter e monitorar operações de forma rápida e eficaz. O ponto central, porém, é como proteger o direito de autor nesse admirável mundo novo da TV digital. Sem um controle que de fato funcione, com proteção contra pirataria, o autor jamais poderá ter assegurado seu direito. Uma porta aberta para os piratas de plantão que precisa ser fechada. kicker: Sem um controle que de fato funcione, com proteção contra a pirataria, o autor jamais poderá ter assegurado seu direito.
Giovani Henrique - Diretor de vendas para a América Latina da Irdeto Access. Fonte: Gazeta Mercantil Data: 12/08/05

VOLTAR
Print

Em construção

Rua dos Andradas, 1234, 21º andar - Porto Alegre/RS - CEP 90.020-008
Fone: (51) 3021.2600 - e-mail: afocefe@afocefe.org.br